Há alguns dias terminei de ler o livro "Um antropólogo em Marte" de Oliver Sacks. Há muito tempo tinha o desejo de ler esse livro. Por um lado, ficou um pouco aquém das minhas expectativas, e por outro, instigou meu interesse por um mundo novo.
Neste livro é feito o relato de diversos casos atendidos por Oliver Sacks, e que, no geral, são de pessoas que possuem algum tipo de lesão ou problema neurológico, e o autor mostra a capacidade de plasticidade que em muitos casos o cérebro tem, além da própria superação pessoal de cada um.
É um livro muito interessante, que traz casos surpreendentes, dentro dos quais eu destaco o que ele trata de um médico neurocirurgião portador da Síndrome de Tourette (3o.capítulo) e outro sobre uma mulher, portadora da Síndrome de Asperger, competente e renomada profissional (último capítulo).
Em alguns momentos, a descrição dos casos é muito extensa e detalhada, fazendo com que torne-se uma leitura cansativa, mas nestes dois casos, as informações trazidas são extremamente interessantes. Fez com que eu passasse a duvidar ainda mais de tudo o que parece já definido, como as possibilidades de uma pessoa, diante de um diagnóstico muitas vezes assustador.
Vale a leitura!!!
"Problemas não são obstáculos, mas oportunidades ímpares de superação e evolução"
Maurício Rodrigues de Morais
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Eterna insatisfação...
Todos temos algo em nós mesmos, em nossa vida, que queremos mudar. O cabelo, o nariz, um hábito, um vício, uma característica. Mas enquanto basta ter dinheiro e bom gosto para mudar algo físico em nós, mudar nosso comportamento, nosso modo de encarar a vida exigem muito mais do que isso.
Primeiro, é preciso coragem e muita sinceridade consigo próprio para admitir que algo não está bem, que você erra. Muitas pessoas não conseguem nem mesmo chegar nesse passo. Mas a partir do momento que se alcança este, dar os passos seguintes é imperativo, porque torna-se quase insuportável observar dia-a-dia algo no seu jeito de ser que não te faz feliz. De qualquer forma, dar os próximos passos é um grande desafio...
Quantas vezes não nos levantamos pela manhã, ou começamos o ano pensando: agora vou fazer diferente. Vou mudar tudo aquilo que não gosto em mim. Vou praticar esporte, vou fazer dieta, vou falar menos, vou falar mais, vou falar tudo o que eu penso...
E quantas vezes você pára e pensa: "Eu não acredito que eu fiz isso de novo!!!!!".
Pois é, mudar não é fácil. Passar anos a fio agindo de uma determinada forma, pensando de uma determinada maneira, e querer mudar de repente, de uma hora para outra, é impossível. E o problema é que não conseguimos, muitas vezes, perceber as pequenas mudanças, só ficaremos felizes quando o problema inteiro estiver resolvido, quando não agirmos mais de determinado modo, em hipótese alguma. Mas, se isso um dia realmente acontecer, logo você encontrará outra coisa para mudar, e nunca estará feliz. Mas isso é realmente ruim? Não é bom estar sempre avaliando-se e mudando o que não está bom?
Muitas pessoas procuram a psicoterapia quando identificam algo que querem e sentem que precisam mudar, mas não conseguem. Mas o objetivo de qualquer psicoterapia é a mudança? Não necessariamente. Se você perguntar para um existencialista ortodoxo se o objetivo da psicoterapia é a mudança, ele vai responder categoricamente que não.
Enquanto algumas pessoas que procuram psicoterapia comprometem-se verdadeiramente com isso, e procuram mergulhar a fundo, conhecer-se, outras acreditam que basta frequentar uma vez por semana o consultório do psicólogo para tudo mudar.
Conhecendo-se melhor, em um primeiro momento, a pessoa poderá identificar um monte de questões que deseja mudar, e ficar sem estrutra com essas descobertas, até mesmo desmotivado ao pensar no quanto precisa fazer e batalhar. Mas essa também será uma grande oportunidade para conhecer seus potenciais, suas capacidades, e como utilizá-las para fazer as mudanças necessárias. O psicólogo servirá apenas como um espelho, como um facilitador para o processo, mas o trabalho duro será da própria pessoa. E se haverá realmente mudança no fim de tudo, ninguém pode afirmar com toda certeza.
O auto-conhecimento também poderá levar a pessoa a questionar o que realmente é importante e necessário mudar, porque faz a pessoa infeliz, impossibilita que ela utilize todo seu potencial na sua vida. E aquilo que apenas deseja-se mudar porque os outros são assim também, ou porque alguém diz que é melhor ser assim.
Mudar é importante, mas acreditar que apenas quando a mudança estiver completa é que seremos plenamente felizes, é um grande perigo. Porque desta forma, seremos pessoas eternamente infelizes e amargas.
Como pode-se perceber, esse é um assunto delicado, em que não há absolutamente certo ou errado, mas sim um monte de questões a pensar, a levar em conta. Mas o que pode-se pensar de mais importante nisso tudo é: somos os grandes responsáveis por qualquer mudança em nossa vida, e para isso é necessário auto-conhecimento, persistência, compromisso, dedicação, e tão importante quanto tudo isso, é ser capaz de observar e felicitar-se com as pequenas conquistas, com cada passo que é dado, e ser capaz de lidar com a frustração de, em alguns momentos, falhar novamente, e nem por isso, desistir.
Primeiro, é preciso coragem e muita sinceridade consigo próprio para admitir que algo não está bem, que você erra. Muitas pessoas não conseguem nem mesmo chegar nesse passo. Mas a partir do momento que se alcança este, dar os passos seguintes é imperativo, porque torna-se quase insuportável observar dia-a-dia algo no seu jeito de ser que não te faz feliz. De qualquer forma, dar os próximos passos é um grande desafio...
Quantas vezes não nos levantamos pela manhã, ou começamos o ano pensando: agora vou fazer diferente. Vou mudar tudo aquilo que não gosto em mim. Vou praticar esporte, vou fazer dieta, vou falar menos, vou falar mais, vou falar tudo o que eu penso...
E quantas vezes você pára e pensa: "Eu não acredito que eu fiz isso de novo!!!!!".
Pois é, mudar não é fácil. Passar anos a fio agindo de uma determinada forma, pensando de uma determinada maneira, e querer mudar de repente, de uma hora para outra, é impossível. E o problema é que não conseguimos, muitas vezes, perceber as pequenas mudanças, só ficaremos felizes quando o problema inteiro estiver resolvido, quando não agirmos mais de determinado modo, em hipótese alguma. Mas, se isso um dia realmente acontecer, logo você encontrará outra coisa para mudar, e nunca estará feliz. Mas isso é realmente ruim? Não é bom estar sempre avaliando-se e mudando o que não está bom?
Muitas pessoas procuram a psicoterapia quando identificam algo que querem e sentem que precisam mudar, mas não conseguem. Mas o objetivo de qualquer psicoterapia é a mudança? Não necessariamente. Se você perguntar para um existencialista ortodoxo se o objetivo da psicoterapia é a mudança, ele vai responder categoricamente que não.
Enquanto algumas pessoas que procuram psicoterapia comprometem-se verdadeiramente com isso, e procuram mergulhar a fundo, conhecer-se, outras acreditam que basta frequentar uma vez por semana o consultório do psicólogo para tudo mudar.
Conhecendo-se melhor, em um primeiro momento, a pessoa poderá identificar um monte de questões que deseja mudar, e ficar sem estrutra com essas descobertas, até mesmo desmotivado ao pensar no quanto precisa fazer e batalhar. Mas essa também será uma grande oportunidade para conhecer seus potenciais, suas capacidades, e como utilizá-las para fazer as mudanças necessárias. O psicólogo servirá apenas como um espelho, como um facilitador para o processo, mas o trabalho duro será da própria pessoa. E se haverá realmente mudança no fim de tudo, ninguém pode afirmar com toda certeza.
O auto-conhecimento também poderá levar a pessoa a questionar o que realmente é importante e necessário mudar, porque faz a pessoa infeliz, impossibilita que ela utilize todo seu potencial na sua vida. E aquilo que apenas deseja-se mudar porque os outros são assim também, ou porque alguém diz que é melhor ser assim.
Mudar é importante, mas acreditar que apenas quando a mudança estiver completa é que seremos plenamente felizes, é um grande perigo. Porque desta forma, seremos pessoas eternamente infelizes e amargas.
Como pode-se perceber, esse é um assunto delicado, em que não há absolutamente certo ou errado, mas sim um monte de questões a pensar, a levar em conta. Mas o que pode-se pensar de mais importante nisso tudo é: somos os grandes responsáveis por qualquer mudança em nossa vida, e para isso é necessário auto-conhecimento, persistência, compromisso, dedicação, e tão importante quanto tudo isso, é ser capaz de observar e felicitar-se com as pequenas conquistas, com cada passo que é dado, e ser capaz de lidar com a frustração de, em alguns momentos, falhar novamente, e nem por isso, desistir.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Preciosa - Uma História de Esperança (2009)
Na semana passada finalmente assisti "Preciosa- Uma História de Esperança" ("Precious" é o nome em inglês). Para quem ainda não viu, é um filme baseado em um romance chamado "Push" e conta a história de Claireece Precious Jones, uma jovem que vive no Harlem, em Nova York, e que sofre, dentro de sua própria casa, todos os tipos de abusos por parte de seus próprios pais, e encontra na escola um refúgio, um interesse, apesar de ser praticamente analfabeta. Mas é apenas quando ela muda de escola, e encontra uma professora e um sistema realmente capazes de aceitá-la e integrá-la, é que ela consegue desenvolver-se, não apenas como aluna, mas principalemente como pessoa.Na minha opinião, é um filme que exige, para assistí-lo, um bom estado de espírito, porque mostra de forma bastante dura, uma realidade que está muito próxima de todos nós. Imaginar que alguém possa passar por todo aquele sofrimento, na realidade, é muito chocante.
É muito interessante observar que nos momentos praticamente insuportáveis que ela vive, de abuso, opressão e violência, ela busca em sua imaginação uma fuga, vendo-se em situações em que ela é admirada, desejada, famosa, bonita. Esses flashes são formas de enfrentar a dura realidade, mas são apenas uma fuga. Na escola e, principalmente, na professora, é que Precious encontra os recursos para lidar verdadeiramente com sua realidade, sentindo-se capaz de modificá-la de alguma forma.
Recomendo!
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
27 de agosto - Dia do Psicólogo
No dia 27 de agosto de 1962 a profissão de Psicólogo foi regulamentada, por isso, hoje comemora-se o Dia do Psicólogo.
A história da Psicologia, tanto no mundo quando no Brasil é muito recente, mas é importante ter em mente os grandes avanços nacionais que foram conquistados nestes anos. Uma simples comparação mostra o quanto estamos na frente de alguns outros países. Em Portugal, por exemplo, só foi criado um órgão regulamentador para a profissão há cerca de 2 anos, sendo que no Brasil o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicologia existem desde 1971.
Ser psicólogo é um grande desafio, pois ao mesmo tempo em que é preciso uma constante e irrestrita dedicação à profissão, em termos de atualizações, comprometimento com o trabalho realizado e a pessoa que está a sua frente, investimento em psicoterapia, em supervisões, trabalhar com algo que é tão especial e único, e ao mesmo tempo tão avassalador e desestabilizante, as emoções, é uma profissão ainda, infelizmente, que não possui o reconhecimento que merece e que os profissionais verdadeiros batalham dia-a-dia para fazê-la merecer. Ainda existe muito preconceito, muito misticismo, mas também cabe a nós, profissionais da Psicologia, trabalhar para vencer esses desafios.
Por outro lado, há muitas pessoas que respeitam e investem seu tempo e dinheiro dedicando-se aos trabalhos de psicoterapia. São pessoas corajosas, que preferem expor-se, mexer naquilo que dói, que traz sofrimento a elas, do que esconder-se de si mesmo. São pessoas que tornam-se mais conscientes do seu potencial, do seu funcionamento, dos seus defeitos e qualidades. Mas ter tanta consciência não é fácil.
Por isso, felicito hoje todos os profissionais da área da Psicologia que, como eu, são verdadeiros apaixonados por aquilo que fazem, que trabalham arduamente para fazer a nossa profissão digna de respeito e credibilidade. E a todos aqueles que acreditam no nosso trabalho e, mais do que isso, entregam-se de corpo e alma ao trabalho da psicoterapia e confiam a nós seus mais profundos segredos e angústias.
Muito obrigada!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre
Mathieu Delarue é um jovem que defende de forma veemente seus ideais de liberdade e, por isso, despreza qualquer tipo de compromisso. No entanto, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, descobre que sua namorada está grávida, o que coloca em xeque seu modo de ver a vida.
É um livro que fala da liberdade, das escolhas que ela permite, e dos conflitos que causa. Traz a inquietante verdade: não escolher é também uma escolha.
É um livro que fala da liberdade, das escolhas que ela permite, e dos conflitos que causa. Traz a inquietante verdade: não escolher é também uma escolha.
O Líder da Classe (2008)
Este filme trata de um rapaz, Brad Cohen, que possui a Síndrome de Tourette. Desde a infância ele sofre com o preconceito, até mesmo de seu pai, que acredita ser possível que ele evite fazer os gestos e sons que, na verdade, são involuntários. Já adulto, seu sonho é ser professor, e ele vai em busca disso.Imagens sobre o filme
É um filme que fala da capacidade de superação e do quanto as pessoas agem pela primeira impressão, movidas por preconceitos. E torna-se ainda mais emocionante quando pensamos: é uma história verídica.
É um filme que fala da capacidade de superação e do quanto as pessoas agem pela primeira impressão, movidas por preconceitos. E torna-se ainda mais emocionante quando pensamos: é uma história verídica.
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